Orumilá e Ifá

Cosmos, detentor do conhecimento do destino individual.
Divindade extremente primordial na hierarquia do Candomblé, Orumilá Baba Ifá, mostra-se nesta frase a intrinsica relação entre Ifá com as práticas divinatórias oraculares e Orumilá como divindade suprema que presenciou a criação do mundo por obatala e oduduwa, e tudo o que existe nele.
IFÁ, o que testemunhou o destino individual, é quem conhece o que o ser humano ainda em emi (espírito) aceitou o que viverá na terra (odu individual), portanto é ele quem mais conhece a história de cada um.
Nos jogos divinatórios de Ifá, os odus descrevem toda a história da terra e da humanidade, seus relacionamentos, emoções, enfim tudo desde a formação da terra e a vinda do ser humano para ela, com tudo o que vive em cima dela e suas relações, inclusive com a natureza.
E é Ifa quem nos descreve isso, indicando as práticas liturgicas, ensinando as folhas e indicando as proibições e até os Orixás a serem cultuados.
É por fim o grande orientador e detentor do conhecimento liturgico do Candomblé.
Ifá tem vários títulos, elere ipin, o testemunho do destino, aquele que adia o dia da morte, o pequeno grande homem, o sábio...
A prática do jogo do opele ifa ou dos coquinhos do dendezeiro (16) é restrita aos babalawos (homens apenas), enquanto que a dos búzios aos babalorixás ou iyalorixás (homens e mulheres).
Sua relação com Exu é muito estreita, pelo fato deste ser o mensageiro dos Orixás e dos desíguinios do jogo de Ifá.
Para Ifá, cada um tem o seu próprio destino, sendo que a individualidade no Candomblé é muito respeitada... Cada um tem o seu caminho diferenciado, porém o culto aos Orixás em comum faz-se de maneira coletiva.

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